Vivências, acontecimentos, fatos do cotidiano, momentos marcantes, reflexões, registros... enfim, fotos e passagens da vida... são os temas abordados. Publicações de obras de arte pintadas em momentos de inspiração... alguns textos com temas ligados à arte e educação.
Sempre pontual!
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terça-feira, 13 de março de 2012
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Reflexões sobre a velhice...
Alguns de nós envelhecemos,
de fato,

porque não amadurecemos.
Envelhecemos quando nos fechamos às novas idéias e
nos tornamos radicais.Envelhecemos quando o novo nos assusta.
Envelhecemos também quando pensamos demasiado em nós próprios e nos esquecemos dos outros.
Envelhecemos se paramos de lutar.
Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o Mestre é o Tempo.
A vida só pode ser compreendida olhando para trás. Mas só pode mesmo ser vivida olhando para a frente.
Na juventude aprendemos; com a idade compreendemos…
Os homens são como os vinhos: a idade estraga os maus, mas melhora os bons.
Envelhecer não é preocupante: ser olhado como velho é que o é.
Envelhecer é mesmo uma Graça de Deus!
Nos olhos do jovem arde a chama, nos do velho brilha a luz.
Sendo assim, não existe idade, somos nós que a criamos. Se não acreditares na idade, não envelhecerás até ao dia da tua morte.
Pessoalmente, eu não tenho idade: tenho vida!
Não deixes que a tristeza do passado e o medo do futuro te estraguem a alegria do presente.
A vida não é curta; as pessoas é que ficam mortas tempo demais…
Faz da passagem do tempo uma conquista e não uma perda.
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Mãe gentil ou, Pátria vil?!
|
Clarice Zeitel, estudante de direito da UFRJ em julho,
recebeu um prêmio da Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
por esta redação (acima) sobre
'Como vencer a pobreza e a desigualdade'.
sábado, 18 de junho de 2011
Elementos personalizados da nossa Língua
Nossa Língua Portuguesa
Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE
(Universidade Federal de Pernambuco - Recife) e que obteve vitória
em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira
de Gramática Portuguesa.
"Era a terceira vez que aquele substantivo
e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural,
com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular:
era ainda novinha,
mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona,
até ao contrário dele:
um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem,
fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação:
os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir.
E sem perder essa oportunidade,
começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado,
e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro:
ótimo, pensou o substantivo,
mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses,
quando o elevador recomeça a se movimentar:
só que em vez de descer,
sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal,
e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema,
e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma
fonética clássica, bem suave e gostosa.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele
e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo,
quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando,
ele foi usando seu forte adjunto adverbial,
e rapidamente chegaram a um imperativo,
todos os vocábulos diziam que iriam terminar
num transitivo direto.
Começaram a se aproximar,
ela tremendo de vocabulário,
e ele sentindo seu ditongo crescente:
se abraçaram, numa pontuação tão minúscula,
que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando
ela confessou que ainda era vírgula
ele não perdeu o ritmo
e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras,
estava totalmente oxítona às vontades dele,
e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos,
ele foi avançando cada vez mais:
ficaram uns minutos nessa próclise, e ele,
com todo o seu predicativo do objeto,
ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira
e segunda pessoas do singular,
ela era um perfeito agente da passiva,
ele todo paroxítono,
sentindo o pronome do seu grande travessão
forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício.
Ele tinha percebido tudo,
e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois,
que se encolheram gramaticalmente,
cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem,
numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica,
o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios
e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam,
e viram que isso era melhor do que
uma metáfora por todo o edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou,
e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente.
Aquilo não era nem comparativo:
era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois,
com aquela coisa maiúscula,
com aquele predicativo do sujeito
apontado para seus objetos.
Foi chegando cada vez mais perto,
comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo,
propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas:
enquanto abusava de um ditongo nasal,
penetraria ao gerúndio do substantivo,
e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar
num artigo indefinido depois dessa,
pensando em seu infinitivo,
resolveu colocar um ponto final na história:
agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo,
jogou-o pela janela e voltou ao seu trema,
cada vez mais fiel à língua portuguesa,
com o artigo feminino
colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
(Universidade Federal de Pernambuco - Recife) e que obteve vitória
em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira
de Gramática Portuguesa.
"Era a terceira vez que aquele substantivo
e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural,
com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular:
era ainda novinha,
mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona,
até ao contrário dele:
um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem,
fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação:
os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir.
E sem perder essa oportunidade,
começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado,
e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro:
ótimo, pensou o substantivo,
mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses,
quando o elevador recomeça a se movimentar:
só que em vez de descer,
sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal,
e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema,
e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma
fonética clássica, bem suave e gostosa.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele
e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo,
quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando,
ele foi usando seu forte adjunto adverbial,
e rapidamente chegaram a um imperativo,
todos os vocábulos diziam que iriam terminar
num transitivo direto.
Começaram a se aproximar,
ela tremendo de vocabulário,
e ele sentindo seu ditongo crescente:
se abraçaram, numa pontuação tão minúscula,
que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando
ela confessou que ainda era vírgula
ele não perdeu o ritmo
e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras,
estava totalmente oxítona às vontades dele,
e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos,
ele foi avançando cada vez mais:
ficaram uns minutos nessa próclise, e ele,
com todo o seu predicativo do objeto,
ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira
e segunda pessoas do singular,
ela era um perfeito agente da passiva,
ele todo paroxítono,
sentindo o pronome do seu grande travessão
forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício.
Ele tinha percebido tudo,
e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois,
que se encolheram gramaticalmente,
cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem,
numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica,
o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios
e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam,
e viram que isso era melhor do que
uma metáfora por todo o edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou,
e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente.
Aquilo não era nem comparativo:
era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois,
com aquela coisa maiúscula,
com aquele predicativo do sujeito
apontado para seus objetos.
Foi chegando cada vez mais perto,
comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo,
propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas:
enquanto abusava de um ditongo nasal,
penetraria ao gerúndio do substantivo,
e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar
num artigo indefinido depois dessa,
pensando em seu infinitivo,
resolveu colocar um ponto final na história:
agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo,
jogou-o pela janela e voltou ao seu trema,
cada vez mais fiel à língua portuguesa,
com o artigo feminino
colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O que falta nele?!
Leia o texto abaixo e descubra o que tem de incomum em relação aos demais textos.
Sem nenhum tropeço posso escrever o que
quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo
isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como
impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto
fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido pode
muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e
peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores
e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e
honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos.
Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este
divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do
intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o
"I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivodesejo,
escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P",
"R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo
escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso
pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro
sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos
termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o
objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século
inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo,
querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo,
doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de
muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de
condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril
e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de
mundos novos.
O que está faltando no texto? Tente descobrir...
sexta-feira, 4 de março de 2011
domingo, 18 de abril de 2010
Show da língua portuguesa!
'HISTORINHA QUE MOSTRA A IMPORTÂNCIA DA CORRETA PONTUAÇÃO:
Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:
Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. '
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
Moral da história:
"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação. E isso faz toda a diferença..."
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