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(RECEBIDA POR E-MAIL)
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Vivências, acontecimentos, fatos do cotidiano, momentos marcantes, reflexões, registros... enfim, fotos e passagens da vida... são os temas abordados. Publicações de obras de arte pintadas em momentos de inspiração... alguns textos com temas ligados à arte e educação.
Sempre pontual!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
DICAS ÚTEIS PARA TODO ANO...
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Reflexões sobre a velhice...
Alguns de nós envelhecemos,
de fato,

porque não amadurecemos.
Envelhecemos quando nos fechamos às novas idéias e
nos tornamos radicais.Envelhecemos quando o novo nos assusta.
Envelhecemos também quando pensamos demasiado em nós próprios e nos esquecemos dos outros.
Envelhecemos se paramos de lutar.
Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o Mestre é o Tempo.
A vida só pode ser compreendida olhando para trás. Mas só pode mesmo ser vivida olhando para a frente.
Na juventude aprendemos; com a idade compreendemos…
Os homens são como os vinhos: a idade estraga os maus, mas melhora os bons.
Envelhecer não é preocupante: ser olhado como velho é que o é.
Envelhecer é mesmo uma Graça de Deus!
Nos olhos do jovem arde a chama, nos do velho brilha a luz.
Sendo assim, não existe idade, somos nós que a criamos. Se não acreditares na idade, não envelhecerás até ao dia da tua morte.
Pessoalmente, eu não tenho idade: tenho vida!
Não deixes que a tristeza do passado e o medo do futuro te estraguem a alegria do presente.
A vida não é curta; as pessoas é que ficam mortas tempo demais…
Faz da passagem do tempo uma conquista e não uma perda.
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
"No frigir dos ovos"
Nossa língua portuguesa !
Imaginem explicar isto para um estrangeiro.
Esse é uma uma graça...
Muito bem bolado!!!
Autor: Guaraci Neves
Pergunta: Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão:
no frigir dos ovos??
Resposta:
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida, seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata uente nas mãos.
Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote.
Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese? etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco?
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda..
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Mãe gentil ou, Pátria vil?!
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Clarice Zeitel, estudante de direito da UFRJ em julho,
recebeu um prêmio da Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
por esta redação (acima) sobre
'Como vencer a pobreza e a desigualdade'.
sábado, 18 de junho de 2011
Elementos personalizados da nossa Língua
Nossa Língua Portuguesa
Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE
(Universidade Federal de Pernambuco - Recife) e que obteve vitória
em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira
de Gramática Portuguesa.
"Era a terceira vez que aquele substantivo
e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural,
com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular:
era ainda novinha,
mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona,
até ao contrário dele:
um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem,
fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação:
os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir.
E sem perder essa oportunidade,
começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado,
e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro:
ótimo, pensou o substantivo,
mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses,
quando o elevador recomeça a se movimentar:
só que em vez de descer,
sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal,
e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema,
e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma
fonética clássica, bem suave e gostosa.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele
e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo,
quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando,
ele foi usando seu forte adjunto adverbial,
e rapidamente chegaram a um imperativo,
todos os vocábulos diziam que iriam terminar
num transitivo direto.
Começaram a se aproximar,
ela tremendo de vocabulário,
e ele sentindo seu ditongo crescente:
se abraçaram, numa pontuação tão minúscula,
que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando
ela confessou que ainda era vírgula
ele não perdeu o ritmo
e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras,
estava totalmente oxítona às vontades dele,
e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos,
ele foi avançando cada vez mais:
ficaram uns minutos nessa próclise, e ele,
com todo o seu predicativo do objeto,
ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira
e segunda pessoas do singular,
ela era um perfeito agente da passiva,
ele todo paroxítono,
sentindo o pronome do seu grande travessão
forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício.
Ele tinha percebido tudo,
e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois,
que se encolheram gramaticalmente,
cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem,
numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica,
o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios
e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam,
e viram que isso era melhor do que
uma metáfora por todo o edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou,
e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente.
Aquilo não era nem comparativo:
era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois,
com aquela coisa maiúscula,
com aquele predicativo do sujeito
apontado para seus objetos.
Foi chegando cada vez mais perto,
comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo,
propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas:
enquanto abusava de um ditongo nasal,
penetraria ao gerúndio do substantivo,
e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar
num artigo indefinido depois dessa,
pensando em seu infinitivo,
resolveu colocar um ponto final na história:
agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo,
jogou-o pela janela e voltou ao seu trema,
cada vez mais fiel à língua portuguesa,
com o artigo feminino
colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
(Universidade Federal de Pernambuco - Recife) e que obteve vitória
em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira
de Gramática Portuguesa.
"Era a terceira vez que aquele substantivo
e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural,
com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular:
era ainda novinha,
mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona,
até ao contrário dele:
um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem,
fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação:
os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir.
E sem perder essa oportunidade,
começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado,
e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro:
ótimo, pensou o substantivo,
mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses,
quando o elevador recomeça a se movimentar:
só que em vez de descer,
sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal,
e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema,
e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma
fonética clássica, bem suave e gostosa.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele
e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo,
quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando,
ele foi usando seu forte adjunto adverbial,
e rapidamente chegaram a um imperativo,
todos os vocábulos diziam que iriam terminar
num transitivo direto.
Começaram a se aproximar,
ela tremendo de vocabulário,
e ele sentindo seu ditongo crescente:
se abraçaram, numa pontuação tão minúscula,
que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando
ela confessou que ainda era vírgula
ele não perdeu o ritmo
e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras,
estava totalmente oxítona às vontades dele,
e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos,
ele foi avançando cada vez mais:
ficaram uns minutos nessa próclise, e ele,
com todo o seu predicativo do objeto,
ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira
e segunda pessoas do singular,
ela era um perfeito agente da passiva,
ele todo paroxítono,
sentindo o pronome do seu grande travessão
forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício.
Ele tinha percebido tudo,
e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois,
que se encolheram gramaticalmente,
cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem,
numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica,
o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios
e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam,
e viram que isso era melhor do que
uma metáfora por todo o edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou,
e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente.
Aquilo não era nem comparativo:
era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois,
com aquela coisa maiúscula,
com aquele predicativo do sujeito
apontado para seus objetos.
Foi chegando cada vez mais perto,
comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo,
propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas:
enquanto abusava de um ditongo nasal,
penetraria ao gerúndio do substantivo,
e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar
num artigo indefinido depois dessa,
pensando em seu infinitivo,
resolveu colocar um ponto final na história:
agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo,
jogou-o pela janela e voltou ao seu trema,
cada vez mais fiel à língua portuguesa,
com o artigo feminino
colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O que falta nele?!
Leia o texto abaixo e descubra o que tem de incomum em relação aos demais textos.
Sem nenhum tropeço posso escrever o que
quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo
isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como
impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto
fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido pode
muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e
peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores
e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e
honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos.
Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este
divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do
intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o
"I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivodesejo,
escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P",
"R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo
escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso
pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro
sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos
termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o
objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século
inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo,
querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo,
doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de
muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de
condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril
e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de
mundos novos.
O que está faltando no texto? Tente descobrir...
sábado, 4 de junho de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
![]() |
| Retrato/ desenho/ 2008 |
(Lya Luft)
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Amor sem limites (a preferida) - Roberto Carlos - 70 anos
Pode não ser um período dos mais felizes para Roberto Carlos — que, no último final de semana, perdeu a enteada Ana Paula e lembrou a morte da mãe, Laura, ocorrida há um ano. Mas o cantor mais popular do Brasil vive um momento especial na terça-feira (19): é seu 70º aniversário. A data seria celebrada com um espetáculo em Vitória (ES), agora transferido para o dia 4 de junho.
Nas últimas cinco décadas, Roberto Carlos conquistou o apelido de Rei, graças a uma obra de mais de 50 discos e uma coleção de canções incrustadas no imaginário dos brasileiros — Detalhes, Jesus Cristo e Emoções, por exemplo.
Zero Hora
Vocação
para a felicidade
Não escreverei versos chorosos cantando tristezas
infinitas, amores impossíveis, saudades dolorosas,
paixões trágicas e não correspondidas.
Tenho a
VOCAÇÃO PARA A FELICIDADE.
Ser feliz não me traz sentimento de culpa. Não preciso
de tristeza para justificar a inutilidade da vida.
Não preciso morrer e ir para o céu para encontrar
a felicidade.
Quero-a, e tenho-a neste espaço terreno do aqui e
agora!
A felicidade, tal e qual, o amor está dentro de mim
e transborda em ternuras e melodias, em carinhos e alegrias, em cantos e
encantos.
Sou feliz e não preciso me justificar. Sorrio sem
ver passarinho verde.
Não tenho medo de ser feliz.
Faço minha estrela brilhar sem receio dos encontros,
desencontros, encantos e desencantos
que o amor me diz.
Contrariedades? Eu as tenho!
E quem não as tem na vida secular?
Escassez de dinheiro? Nem é bom falar.
Amores não correspondidos? Separações? Rejeições?
Saudades incuráveis? Carinhos repreendidos, ternuras guardadas, sem a contra
parte do outro? Eu tenho aos montões. Sou o campeão das perdas necessárias ao
meu crescimento.
Contudo, quem não soube a sombra, não sabe a luz.
E no livro de matemática existencial juntei todos
esses problemas insolúveis, com as respostas nas últimas páginas.
Mas pra que me debruçar sobre eles, procurando a
solução se a própria vida me conduz à resposta final.
Sem medo de ser feliz, vou por aqui e por ali...
Por onde os caminhos, as trilhas, os atalhos me
levarem, traçando meu rumo. Às vezes, com alguma tristeza, mas quem disse que
felicidade é o contrário de tristeza? Tristeza é só uma momentânea falta de
alegria.
É amigo, amanhã é sempre um novo dia; e quando a
infelicidade passar por aqui, minhas malas estarão prontas...
para ir por ali.
Carlos Drummond de Andrade
Coração Acorrentado
Sofres calado e não choras,
A
esperança não vai matar-te.
Quisera
poder livrar-te
Desta
dor que te devora;
Coração
que no peito mora
Batendo
descompassado.
Coração
acorrentado,
Ansioso
por liberdade!
Esta
dor que te invade
Resulta
de algo profundo:
É falta de Amor que existe
Em
todo este vasto mundo.
Sinto o ar que nos dá
vida,
Poluído fazendo mal!
Esse crime ambiental
Vai ser a nossa herança,
Consequência da ganância
Deste mundo sofredor.
Cada elo é mais uma dor:
Morte, injustiça, traição,
Falsidade, calúnia, opressão,
Quantas coisas tu aguentas,
Acorrentado coração?
No tabuleiro do mundo,
Nós somos os jogadores.
*** Poema - minha autoria ***
Só alguns saem vencedores
Fazendo competição
Com
a sorte e a emoção,
Procuram
vencer as dores,
Das
horas escuras e frias,
Fraquezas
de almas vazias;
Enxergam
no fim da noite,
O
raiar de um novo dia!
Sou
livre para o infinito
Quando
encaro a vida assim.
As
dores terão seu fim,
As
correntes se romperão.
E
meu pobre coração
Vai
enfim, ver liberdade
Em
contraste com a dor,
Verá
a beleza do amor
Expulsar
toda maldade…
A
poesia me liberta
E
conduz para este meio.
Produz
um forte anseio,
Anseio
de liberdade!
Nos
versos vou caminhando,
Passo-a-passo
vou encontrando.
As
pistas para o infinito.
A
esperança então, revela
O
quanto a vida é bela,
O quanto o mundo é bonito!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
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